Perda auditiva é a quarta maior causa de deficiência no mundo

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Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 19% da população apresentam algum grau de perda auditiva. No entanto, estudos demonstram que a prevenção, a identificação precoce do problema e uma reabilitação adequada podem reduzir o problema, promovendo mais qualidade de vida.

 

Quando a perda acontece durante a infância, o desenvolvimento da criança pode ser comprometido, sobretudo na escola. Já na vida adulta, é comum relatos de isolamento social, restrições no crescimento profissional, dificuldade de se relacionar e depressão.

O que causa a perda auditiva?

 

Fatores como infecções, perfurações do tímpano, uso indevido de tecnologias e barulho intenso no trabalho estão entre as causas mais comuns do problema e, quando não diagnosticado a tempo, podem ser irreversíveis.

 

Aproximadamente 60% dos problemas que levam à perda de audição podem ser prevenidos. A perda da audição pode acontecer de maneira repentina ou gradual, dependendo da causa. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas.

 

Principais sintomas

 

Muitos pacientes procuram ajuda apenas quando o problema já atingiu um nível elevado. No entanto, é possível identificar sinais mais sutis no dia-a-dia, que ajudam no diagnóstico precoce:

 

– Dificuldade em identificar sons à distância;

 

– Necessidade de aumentar o volume do rádio ou da televisão, mesmo quando o ambiente está silencioso;

 

– Dificuldade de conversar em ambientes barulhentos;

 

– Insegurança ao dirigir devido à dificuldade de identificar sons dos outros veículos ou sinais de alerta;

 

– Dificuldade de conversar ao telefone;

 

– Presença de zumbido em um ou nos dois ouvidos;

 

– Irritação ou impaciência ao falar devido à dificuldade de entender o que os outros dizem.

 

Como tratar

 

A partir do diagnóstico, o tratamento será recomendado pelo especialista e pode variar de acordo com o grau do problema e a história do paciente. Entre as opções, o paciente pode se beneficiar realizando terapia da fala, reabilitação auditiva, uso de aparelhos, implantes cocleares e outros dispositivos.

 

Fonte: Folha Vitória