Gagueira: causas, tratamento e como conviver com o diagnóstico?

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O que é?

A gagueira pode ser definida com um distúrbio da comunicação humana que afeta a fluência da fala.

 

Como ocorre?

Não existe apenas uma explicação específica. O ato motor da fala está ligado a diversos fatores como o sistema nervoso central, a musculatura, os nervos, alterações na língua e na mandíbula, entre outros.

 

Quais as causas?

Atualmente, acredita-se na existência de vários fatores, entre eles:

 

  • Predisposição genética;
  • Interferência no sistema nervoso central;

 

Quais os sintomas?

  • Prolongamentos de palavras ou sílabas;
  • Boca não acompanha a articulação da palavra;
  • Uso frequentes de interjeições (ah!, né?);
  • Repetições;
  • Simplificação de frases;
  • Movimentos não verbais como desviar o olhar, fechar ou piscar os olhos e movimentos com a cabeça;
  • Substituição de palavras durante a fala.

 

Como é o tratamento?

Varia de acordo com a faixa etária e os sintomas do paciente. Por meio de um fonoaudiólogo, são utilizadas técnicas voltadas ao ritmo, à melodia, aos ajustes na produção da fala e na coordenação entre o respirar e o falar, entre outras.

 

Existe cura?

A resposta ainda gera controvérsias entre especialistas. O tratamento pode contribuir no controle e na melhora do quadro. Mas nada impede a volta de episódios de gagueira ao longo da vida.

 

Como conviver com o diagnóstico?

Por vergonha ou por medo de deboche, muitos gagos evitam se comunicar no cotidiano. Ter o distúrbio costuma gerar sentimentos negativos, afetando a pessoa como um todo. Especialistas orientam que o indivíduo aceite o quadro e que procure ajuda profissional. Tratamento precoce é o melhor remédio para enfrentar o preconceito.

 

Fatores emocionais não são a causa da gagueira

É importante salientar que uma pessoa não se torna gago devido a questões psicológicas. O que acontece é o contrário: ela fica nervosa, ansiosa ou estressada por saber que tem o quadro, potencializando os sintomas.

 

Um alerta aos pais

Quando descoberto ainda na infância, a partir dos três anos, o quadro pode ser tratado com mais facilidade. Crianças em processo de aquisição da linguagem podem apresentar uma gagueira transitória – em torno de 80% dos casos são passageiros, mas precisam ser avaliados e orientados. A família, a escola e os pediatras devem ficar atentos aos sintomas.

 

Você sabia?

Gagueira não é empecilho para cantar. É porque se trata de um distúrbio de linguagem, cuja função se dá, predominantemente, no lado esquerdo do cérebro. Já a musicalidade é de dominância do lado direito. Ou seja: são caminhos cerebrais distintos.

 

Fonte: Gaúcha Zero hora